segunda-feira, 13 de maio de 2013
Depois da tempestade, vem a bonança.
Tive um dia tão agradável em Londres,
mas anoiteceu e tive de voltar às pressas para Paris.
Não imaginava, o que viria pela frente
durante a travessia da minha barca.
Enquanto todos respiravam saudosistas por seu dia londrino,
eis que pelo jeito Poseidon se irritou com algum problema em seu reinado
e o tempo virou. Começou uma enorme tempestade.
Foram ventos fortes, ondas gigantes, o mar agitado,
nos levava rolando pela barca, de um lado para o outro.
Alguns caíram em alto mar e lá ficaram,
outros saíram feridos,
mas, principalmente, a maioria saiu destroçado.
A tormenta durou várias horas,
era triste ver pessoas caindo no mar,
outras se ferindo e a maioria sendo devastada
pela fúria do deus dos mares.
Ninguém entendia o que houve ali.
E do nada, a tempestade passou. Estranho! Esquisito!
Sobraram apenas os destroços da barca.
Os que sobreviveram, se seguravam nas partes destruídas,
para que não perdessem suas vidas.
Poseidon fez um grande estrago. Os rumores apontaram para problemas
entre ele e uma de suas filhas, que deu com a língua nos dentes, sem querer,
e revelou os pontos fracos de seu pai.
Depois que fomos salvos por Zeus, que intercedeu pelo fim da nossa era,
e nos fez chegar em terra firme sãos e salvos, só nos restou esperar
o amanhecer de mais um dia de outono.
Ao chegar em casa, minha maior preocupação
era com aquela bela flor que brotara no jardim do vizinho,
e, claro, com o broto que havia surgido em meu próprio jardim.
Sentira tanta falta da beleza deles, que eram as únicas coisas que importavam,
para mim, ao chegar em casa. E lá estavam eles, praticamente, intactos.
A tempestade marítima gerou alguns respingos em minha formosa flor,
mas ela está bem, se mantém forte e cresce cada dia mais linda,
se é que isso seria possível.
O meu broto? Ah, meu broto, ele estava ali, quietinho, quase não sofreu arranhões
com a tempestade. Ele está firma e forte em seu lugar.
Percebo, que talvez, sua raiz esteja, primeiro, se fortalecendo,
para, em seguida, brotar a mais bela flor desse jardim de outono.
Ao menos, não pararei de regá-lo e protegê-lo, ele é minha esperança particular,
além é claro, de manter a flor do meu vizinho bastante regada e protegida.
domingo, 12 de maio de 2013
Un jour à Londres.
Hoje, acordei e fiz diferente.
Meu outono estava lindo demais , cheio de folhas
amarelas permeando por todos
os caminhos que passo, para ficar ali parado a admirá-lo ainda mais.
Precisava do novo, do diferente.
Não pensei em nada,
peguei a primeira barca em direção à Londres, e pra lá eu fui.
Sim. Eu precisava respirar outros ares.
Não que o parisiense deixara de me fazer bem, jamais,
porém hoje precisa do londrino.
Algo havia me intuído que o outono primaverístico de lá,
estava bem mais agradável e vistoso, do que o daqui.
Então, decidi partir e fui em busca desse novo cenário.
De fato, o cenário é incrível.
Algumas árvores secas, pelo outono que ainda resta, mas as primeiras rosas brancas
saltam do chão, em direção aos corações
de quem, por ali, passa, irradiando-os de felicidade e tranquilidade.
Hoje, só chorei ao amanhecer do dia, ainda em Paris,
pois estava bastante frio por lá, e meu coração pedia uma quentura a mais.
Portanto, nada melhor do que ir a Londres.
Chegando lá, passei pelas proximidades de Buckingham.
O castelo da rainha está, como sempre, encantador,
despertando a curiosidade de quem passa por perto,
que dirá, de quem chega até lá.
Mas hoje eu não quis se quer olhá-lo. Já o conheço bem, e
eu e minha grande amiga, a rainha, isso mesmo, a própria, nos desentendemos.
Preferi não passar por lá, para não gerar riscos de termos
mais algumas rusgas e, como sempre, eu acabar por sair ferido.
Eu sou mais forte que isso e eu mereço mais, claro.
Se ela cortou relações, quem serei eu a revidá-las?
E como o palácio está com visitas, melhor mesmo ficar bem distante.
Afinal, como Buarque diz, "quem brincava de princesa, costumou na fantasia",
então, quem vai se meter a besta, não é mesmo?
Deixa ela lá, na sua fantasia de princesa,
pois um dia o salto quebra, e ela cai na real.
Mas voltemos a falar de coisas boas.
A Trafalgar Square continua arrancando suspiros meus.
Afinal, de quem ela não arrancaria?
Justamente, pelas fontes, que são lindas,
que simbolizam a renovação, a renovação da vida,
a renovação da minha vida.
A água que dela jorra, sai forte, feito como bate meu coração,
que embora ainda em cicatrização, encontra-se feliz e aberto
às próximas estações, feliz e aberto para a primavera que começa a brotar.
Ah, Londres! Que saudades senti de você. Paris me deixa tão enebriado,
que por segundos, esqueço do torpor que me causas.
Visitá-la foi fabuloso. Rever cada canto seu,
cada sorriso de quem passa por aí,
rever o meu sorriso... Definitivamente, eu não tenho palavras para você, minha cara.
Obrigado pela beleza que trazes à minha vida, querida Londres.
Meu coração é dividido entre você e Paris, sem priorizar nenhuma das duas.
Dou-te a minha palavra! E olhe que a palavra, para mim, é algo que conta bastante.
Sou como as pessoas de antigamente, sabe?
Se você fala, deve honrar o que disse e cumprir o dito.
Bom, o dia já está escurecendo.
Agora é hora de voltar para casa.
Meu jardim de outono precisa ser regado, outra vez.
Lembre-se que o jardim vizinho já começou a brotar flores, mas o meu ainda precisa estar de solo arado,
a grama aparada, para esperar a primeira flor surgir. E veja que mesmo assim, o primeiro broto já existe,
e eu não posso deixá-lo sem amparo.
Estou voltando para casa, Londres!
Em breve nos reencontraremos, minha querida.
Até lá! Cuide-se!
Meu outono estava lindo demais , cheio de folhas
amarelas permeando por todos
os caminhos que passo, para ficar ali parado a admirá-lo ainda mais.
Precisava do novo, do diferente.
Não pensei em nada,
peguei a primeira barca em direção à Londres, e pra lá eu fui.
Sim. Eu precisava respirar outros ares.
Não que o parisiense deixara de me fazer bem, jamais,
porém hoje precisa do londrino.
Algo havia me intuído que o outono primaverístico de lá,
estava bem mais agradável e vistoso, do que o daqui.
Então, decidi partir e fui em busca desse novo cenário.
De fato, o cenário é incrível.
Algumas árvores secas, pelo outono que ainda resta, mas as primeiras rosas brancas
saltam do chão, em direção aos corações
de quem, por ali, passa, irradiando-os de felicidade e tranquilidade.
Hoje, só chorei ao amanhecer do dia, ainda em Paris,
pois estava bastante frio por lá, e meu coração pedia uma quentura a mais.
Portanto, nada melhor do que ir a Londres.
Chegando lá, passei pelas proximidades de Buckingham.
O castelo da rainha está, como sempre, encantador,
despertando a curiosidade de quem passa por perto,
que dirá, de quem chega até lá.
Mas hoje eu não quis se quer olhá-lo. Já o conheço bem, e
eu e minha grande amiga, a rainha, isso mesmo, a própria, nos desentendemos.
Preferi não passar por lá, para não gerar riscos de termos
mais algumas rusgas e, como sempre, eu acabar por sair ferido.
Eu sou mais forte que isso e eu mereço mais, claro.
Se ela cortou relações, quem serei eu a revidá-las?
E como o palácio está com visitas, melhor mesmo ficar bem distante.
Afinal, como Buarque diz, "quem brincava de princesa, costumou na fantasia",
então, quem vai se meter a besta, não é mesmo?
Deixa ela lá, na sua fantasia de princesa,
pois um dia o salto quebra, e ela cai na real.
Mas voltemos a falar de coisas boas.
A Trafalgar Square continua arrancando suspiros meus.
Afinal, de quem ela não arrancaria?
Justamente, pelas fontes, que são lindas,
que simbolizam a renovação, a renovação da vida,
a renovação da minha vida.
A água que dela jorra, sai forte, feito como bate meu coração,
que embora ainda em cicatrização, encontra-se feliz e aberto
às próximas estações, feliz e aberto para a primavera que começa a brotar.
Ah, Londres! Que saudades senti de você. Paris me deixa tão enebriado,
que por segundos, esqueço do torpor que me causas.
Visitá-la foi fabuloso. Rever cada canto seu,
cada sorriso de quem passa por aí,
rever o meu sorriso... Definitivamente, eu não tenho palavras para você, minha cara.
Obrigado pela beleza que trazes à minha vida, querida Londres.
Meu coração é dividido entre você e Paris, sem priorizar nenhuma das duas.
Dou-te a minha palavra! E olhe que a palavra, para mim, é algo que conta bastante.
Sou como as pessoas de antigamente, sabe?
Se você fala, deve honrar o que disse e cumprir o dito.
Bom, o dia já está escurecendo.
Agora é hora de voltar para casa.
Meu jardim de outono precisa ser regado, outra vez.
Lembre-se que o jardim vizinho já começou a brotar flores, mas o meu ainda precisa estar de solo arado,
a grama aparada, para esperar a primeira flor surgir. E veja que mesmo assim, o primeiro broto já existe,
e eu não posso deixá-lo sem amparo.
Estou voltando para casa, Londres!
Em breve nos reencontraremos, minha querida.
Até lá! Cuide-se!
sexta-feira, 10 de maio de 2013
A primavera começa a brotar
Mais um dia frio de outono.
O destino fez com que passasse
pelo banco em que me sentava
à espera de uma boa companhia
para uma bela tarde de outono, lembra?
Hoje passei por lá,
e vi quem me fez companhia e partiu do nada,
está acompanhado de outro alguém.
Doeu. O clima esfriou na hora.
Hoje, mesmo tempos depois,
tendo calça, sapatos, casaco e luvas,
afinal de contas já passara um certo tempo,
em que eu dera tudo que tinha à minha companhia,
eu senti o gélido frio tocar minha espinha.
Foi um arrepio tremendo.
Enquanto eu estou a me descobrir,
ela já está com outro alguém.
Me deu uma tristeza, mas passou,
ao menos por enquanto, pois eu
estou me buscando em mim mesmo.
Processo longo, doloroso, mas promete-se um final feliz.
Reinvestir meu amor, em mim mesmo.
Estamos em processos diferentes,
mas espero que encontre alegria com sua nova companhia,
e que não parta sem deixar rastros, outra vez.
Mesmo porque, de tanto olhar para minhas folhas caídas,
nem percebi passar por mim uma bela borboleta, linda, irresistível,
em que minha intuição mirava algum bom presságio.
E saí a acompanhá-la. Fui levado ao jardim vizinho ao meu.
Até, então, um mesmo jardim em pleno outono,
mas a danada borboleta eis que pousa, justamente,
em um local meio estranho, para um outono parisiense.
Ela pousa, exatamente, em cima de uma flor, tão vistosa,
delicada e encantadora, que me fez perceber que,
enquanto eu choro meu outono,
uma primavera, bem próxima a mim, brota e brota já com uma bela flor.
Sim, uma flor no jardim vizinho, mas essa vizinhança é tão próxima,
apenas com uma parede que nos separava, agora já não mais existe.
E eu vi que meu outono já nem importa mais tanto assim,
há uma flor nesse "meu" jardim que cresce, dia a dia, e precisa de mim,
nada ou ninguém arrancará mais essa felicidade de mim. É hora de regá-la.
Ela precisa de atenção, carinho e muito amor e, de mim, ela terá incondicionalmente.
Minha flor, seja bem vinda a esse outono com ares primaverísticos, pois nascerás em plena primavera.
Pois no que depender de mim, sua vida será uma primavera parisiense a todo instante.
O destino fez com que passasse
pelo banco em que me sentava
à espera de uma boa companhia
para uma bela tarde de outono, lembra?
Hoje passei por lá,
e vi quem me fez companhia e partiu do nada,
está acompanhado de outro alguém.
Doeu. O clima esfriou na hora.
Hoje, mesmo tempos depois,
tendo calça, sapatos, casaco e luvas,
afinal de contas já passara um certo tempo,
em que eu dera tudo que tinha à minha companhia,
eu senti o gélido frio tocar minha espinha.
Foi um arrepio tremendo.
Enquanto eu estou a me descobrir,
ela já está com outro alguém.
Me deu uma tristeza, mas passou,
ao menos por enquanto, pois eu
estou me buscando em mim mesmo.
Processo longo, doloroso, mas promete-se um final feliz.
Reinvestir meu amor, em mim mesmo.
Estamos em processos diferentes,
mas espero que encontre alegria com sua nova companhia,
e que não parta sem deixar rastros, outra vez.
Mesmo porque, de tanto olhar para minhas folhas caídas,
nem percebi passar por mim uma bela borboleta, linda, irresistível,
em que minha intuição mirava algum bom presságio.
E saí a acompanhá-la. Fui levado ao jardim vizinho ao meu.
Até, então, um mesmo jardim em pleno outono,
mas a danada borboleta eis que pousa, justamente,
em um local meio estranho, para um outono parisiense.
Ela pousa, exatamente, em cima de uma flor, tão vistosa,
delicada e encantadora, que me fez perceber que,
enquanto eu choro meu outono,
uma primavera, bem próxima a mim, brota e brota já com uma bela flor.
Sim, uma flor no jardim vizinho, mas essa vizinhança é tão próxima,
apenas com uma parede que nos separava, agora já não mais existe.
E eu vi que meu outono já nem importa mais tanto assim,
há uma flor nesse "meu" jardim que cresce, dia a dia, e precisa de mim,
nada ou ninguém arrancará mais essa felicidade de mim. É hora de regá-la.
Ela precisa de atenção, carinho e muito amor e, de mim, ela terá incondicionalmente.
Minha flor, seja bem vinda a esse outono com ares primaverísticos, pois nascerás em plena primavera.
Pois no que depender de mim, sua vida será uma primavera parisiense a todo instante.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Mais um dia de outono...
Hoje o outono amanheceu mais frio, aliás,
durante toda a madrugada ele foi bastante rigoroso.
Antes mesmo do tempo virar, você sentira as sensações torturantes
que anunciavam o presságio da noite gélida que viria pela frente.
A dor no ossos, pelo vento frio que teimava em assoviar,
chegou na alma. Um silêncio ecoava de teu peito, a dor era grande.
Não haviam mais casaco, calça, meias, luvas,
só restaram meus calçados.
O sol raiou e veio uma tremenda ventania
mexeu com toda a aparência da cidade
as folhas voaram alto e ao caírem,
atingiram alguns corações e mais lágrimas rolaram.
Hoje foi um dia turbulento, ou melhor, tem sido,
mas o clima já está mais ameno. Agradável até para se tomar o sol das 16h.
Duas ventanias fortes, provocaram algumas rusgas,
mas nada que um belo lenço umedecido,
que te limpa a maquiagem borrada,
pela cachoeira que caíra de teus olhos, não resolva.
Mas uma coisa você tem a agradecer,
foram-se os anéis, ficaram-se os dedos,
ou melhor, os calçados, e é com eles,
que você, em pé, e não mais querendo algum banco,
ou pessoa, que não seja você, como sua companhia,
começará a caminhar por entre ruas e folhas,
por entre tardes agradáveis e noites gélidas,
mesmo que Buarque tenha tido razão ao dizer que,
"Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu",
afinal tua companhia, daquela tarde agradável de início de outono, partiu.
Só fica uma resposta. Eu sou forte, você está vivo, estamos unidos e é hora de viver.
Boa sorte, em sua nova caminhada e que o outono, ao se encerrar, só te traga as melhores flores de sua primavera parisiense.
durante toda a madrugada ele foi bastante rigoroso.
Antes mesmo do tempo virar, você sentira as sensações torturantes
que anunciavam o presságio da noite gélida que viria pela frente.
A dor no ossos, pelo vento frio que teimava em assoviar,
chegou na alma. Um silêncio ecoava de teu peito, a dor era grande.
Não haviam mais casaco, calça, meias, luvas,
só restaram meus calçados.
O sol raiou e veio uma tremenda ventania
mexeu com toda a aparência da cidade
as folhas voaram alto e ao caírem,
atingiram alguns corações e mais lágrimas rolaram.
Hoje foi um dia turbulento, ou melhor, tem sido,
mas o clima já está mais ameno. Agradável até para se tomar o sol das 16h.
Duas ventanias fortes, provocaram algumas rusgas,
mas nada que um belo lenço umedecido,
que te limpa a maquiagem borrada,
pela cachoeira que caíra de teus olhos, não resolva.
Mas uma coisa você tem a agradecer,
foram-se os anéis, ficaram-se os dedos,
ou melhor, os calçados, e é com eles,
que você, em pé, e não mais querendo algum banco,
ou pessoa, que não seja você, como sua companhia,
começará a caminhar por entre ruas e folhas,
por entre tardes agradáveis e noites gélidas,
mesmo que Buarque tenha tido razão ao dizer que,
"Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu",
afinal tua companhia, daquela tarde agradável de início de outono, partiu.
Só fica uma resposta. Eu sou forte, você está vivo, estamos unidos e é hora de viver.
Boa sorte, em sua nova caminhada e que o outono, ao se encerrar, só te traga as melhores flores de sua primavera parisiense.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Outono em Paris
Há anéis que mudam de cor, de acordo com o ânimo de quem os usa.
Há capas de celulares que têm o mesmo efeito.
Hoje a minha está um outono em Paris.
Com um clima frio, mas, as vezes, agradável.
(dentro da minha vã suposição de quem nunca passou outono em Paris)
Laranja. Sim, bastante laranja, acinzentado e negro.
Algumas folhas verdes, que em algum tempo, amarelecem e cairão.
Enfim, poucas cores. Apenas o leve brilho que cintila,
naturalmente, das ruas, dos animais, rios e seus transeuntes.
Mas, acima de tudo, uma estação,
que tem seu início e seu fim, sem jamais perder sua beleza;
sua leveza; sua grandeza e, porque não, seu glamour, hum?
Bancos vazios, pessoas sentam e levantam,
as vezes, sem se quer se cumprimentarem.
Mas claro, qual a probabilidade de se conhecer alguém
que, do nada, senta, em um banco, ao seu lado?
Raras, porém, existentes. Educação, talvez, fosse a resposta para o
cumprimento que faltara da outra vez.
Mas há quem sente ao teu lado, nesse mesmo banco,
troque ideias, conte piadas, acalente teu frio e você oferece, então,
o pouco café quente que tem, para esquentar a pessoa e retribuir a gentileza.
O problema é que esse pouco café, era tudo que você tinha pelo resto do dia,
mas ele/ela é legal, desperta bons sentimentos,
que não haveria porque negar sua ajuda,
seu apreço, a quem te faz bem naquele instante.
E você dá o café, o casaco, a calça, as luvas, as meias.
E você fica apenas com seus calçados. Mas não custa nada, você ainda está
se entretendo com a pessoa, que parece mais sua velha amiga de infância,
aquela que você não vê desde o final do colegiado e que jamais dera notícias,
mesmo jurando amor e amizades eternos, ou, então, o "feitos um para o outro",
que enquanto eras criança, insistiram muito para que acreditastes em fábulas,
aquelas mesmas que te fazem sonhar junto, sabe?
Só que nessa hora, isso não importa, só importa você se sentir bem e fazer o mesmo pelo próximo.
Aí, chega o momento em que ninguém espera. O tempo passa e sua companhia, levanta-se e vai.
Você fica em choque! Tenta entender do porque da partida sem se quer um "Obrigado! Você é bastante gentil."
O choque parece ser eterno.
Aí, ela volta, você se enche de esperança que terá, novamente, a bela companhia,
naquela tarde fria de outono, mas ela veio apenas se despedir com um "Adeus!"
E você volta a ficar só naquele mesmo banco, vendo as pessoas passarem, é quando se enche de esperança, outra vez, respira fundo e pensa:
Amanhã, quando estiver nesse mesmo banco, o dia será melhor.
E no outro dia você está ali, sentado, parado, esperando a próxima companhia para uma tarde agradável e,
ninguém pára. Você volta no dia seguinte e, nada. Isso passa a se repetir incessantemente. Sua busca continua a insistir na mesma esperança em que encontrarás alguém para uma tarde agradável. Isso vai se tornando insuportável. Cada vez mais você continua correndo atrás dessa esperança e quanto mais se corre, mais longe ela fica e vem o momento em que você pára. Olha para si, percebe-se exausto, calejado, esgotado. Assim, você começa a conversar consigo mesmo e perguntar-se se estás bem, como seus músculos estão, se seu pulmão ainda funciona direito, e o meu coração? Oh, céus, como estará meu coração? Dilacerado?
Você percebe, meio sem perceber direito, e se dá conta de, apesar de todo o desgaste, você está vivo, seu coração bate na mesma velocidade de antes, com o mesmo vigor, e isso te faz a começar a se enxergar diferente. Você está vivo e isso é fabuloso! Eu sou forte, lutei, busquei, corri, cansei, mas estou de pé. Eu sou importante, minha saúde é importante e aí, sim, depois de tanta busca, vem a percepção de que não há melhor tarde agradável para se ter do que com a sua própria companhia.
É quando os galhos começam a brotar novamente, a primavera começa a dar os primeiros sinais de vida, por mais que depois do outono venha o inverno, isso não tem a mínima importância, você está bem, estou feliz. A primavera bate à sua porta, vamos, corre, abre a porta e sinta a brisa entrar por seus pulmões e revigorar sua alma, afinal, você não vai mais querer passar os próximos outonos sem a melhor companhia da vida, você mesmo.
Bem vindo, à primavera parisiense, à minha primavera parisiense!
Há capas de celulares que têm o mesmo efeito.
Hoje a minha está um outono em Paris.
Com um clima frio, mas, as vezes, agradável.
(dentro da minha vã suposição de quem nunca passou outono em Paris)
Laranja. Sim, bastante laranja, acinzentado e negro.
Algumas folhas verdes, que em algum tempo, amarelecem e cairão.
Enfim, poucas cores. Apenas o leve brilho que cintila,
naturalmente, das ruas, dos animais, rios e seus transeuntes.
Mas, acima de tudo, uma estação,
que tem seu início e seu fim, sem jamais perder sua beleza;
sua leveza; sua grandeza e, porque não, seu glamour, hum?
Bancos vazios, pessoas sentam e levantam,
as vezes, sem se quer se cumprimentarem.
Mas claro, qual a probabilidade de se conhecer alguém
que, do nada, senta, em um banco, ao seu lado?
Raras, porém, existentes. Educação, talvez, fosse a resposta para o
cumprimento que faltara da outra vez.
Mas há quem sente ao teu lado, nesse mesmo banco,
troque ideias, conte piadas, acalente teu frio e você oferece, então,
o pouco café quente que tem, para esquentar a pessoa e retribuir a gentileza.
O problema é que esse pouco café, era tudo que você tinha pelo resto do dia,
mas ele/ela é legal, desperta bons sentimentos,
que não haveria porque negar sua ajuda,
seu apreço, a quem te faz bem naquele instante.
E você dá o café, o casaco, a calça, as luvas, as meias.
E você fica apenas com seus calçados. Mas não custa nada, você ainda está
se entretendo com a pessoa, que parece mais sua velha amiga de infância,
aquela que você não vê desde o final do colegiado e que jamais dera notícias,
mesmo jurando amor e amizades eternos, ou, então, o "feitos um para o outro",
que enquanto eras criança, insistiram muito para que acreditastes em fábulas,
aquelas mesmas que te fazem sonhar junto, sabe?
Só que nessa hora, isso não importa, só importa você se sentir bem e fazer o mesmo pelo próximo.
Aí, chega o momento em que ninguém espera. O tempo passa e sua companhia, levanta-se e vai.
Você fica em choque! Tenta entender do porque da partida sem se quer um "Obrigado! Você é bastante gentil."
O choque parece ser eterno.
Aí, ela volta, você se enche de esperança que terá, novamente, a bela companhia,
naquela tarde fria de outono, mas ela veio apenas se despedir com um "Adeus!"
E você volta a ficar só naquele mesmo banco, vendo as pessoas passarem, é quando se enche de esperança, outra vez, respira fundo e pensa:
Amanhã, quando estiver nesse mesmo banco, o dia será melhor.
E no outro dia você está ali, sentado, parado, esperando a próxima companhia para uma tarde agradável e,
ninguém pára. Você volta no dia seguinte e, nada. Isso passa a se repetir incessantemente. Sua busca continua a insistir na mesma esperança em que encontrarás alguém para uma tarde agradável. Isso vai se tornando insuportável. Cada vez mais você continua correndo atrás dessa esperança e quanto mais se corre, mais longe ela fica e vem o momento em que você pára. Olha para si, percebe-se exausto, calejado, esgotado. Assim, você começa a conversar consigo mesmo e perguntar-se se estás bem, como seus músculos estão, se seu pulmão ainda funciona direito, e o meu coração? Oh, céus, como estará meu coração? Dilacerado?
Você percebe, meio sem perceber direito, e se dá conta de, apesar de todo o desgaste, você está vivo, seu coração bate na mesma velocidade de antes, com o mesmo vigor, e isso te faz a começar a se enxergar diferente. Você está vivo e isso é fabuloso! Eu sou forte, lutei, busquei, corri, cansei, mas estou de pé. Eu sou importante, minha saúde é importante e aí, sim, depois de tanta busca, vem a percepção de que não há melhor tarde agradável para se ter do que com a sua própria companhia.
É quando os galhos começam a brotar novamente, a primavera começa a dar os primeiros sinais de vida, por mais que depois do outono venha o inverno, isso não tem a mínima importância, você está bem, estou feliz. A primavera bate à sua porta, vamos, corre, abre a porta e sinta a brisa entrar por seus pulmões e revigorar sua alma, afinal, você não vai mais querer passar os próximos outonos sem a melhor companhia da vida, você mesmo.
Bem vindo, à primavera parisiense, à minha primavera parisiense!
quarta-feira, 1 de maio de 2013
"Se meu mundo caiu,
eu que aprende a levantar",
disse certa vez Maysa.
A queda não foi agradável,
aliás, dificilmente, elas são,
mas a porra do tempo se esvai
e a desgraça do tempo sana.
Sanado pela manhã e agora.
A gente levanta e tropeça,
dá com a cara no chão,
arranha-se e borra a maquiagem,
mas nada que o lenço umedecido não resolva.
Limpa-se o rosto, as lágrimas, o sangue
e as feridas cicatrizam à medida que
a merda do tempo passa.
Hoje sim, ontem não. Amanhã? Talvez.
Vai saber! Nuns dias, o show pára,
noutros, como dizia Elis, tem de continuar.
eu que aprende a levantar",
disse certa vez Maysa.
A queda não foi agradável,
aliás, dificilmente, elas são,
mas a porra do tempo se esvai
e a desgraça do tempo sana.
Sanado pela manhã e agora.
A gente levanta e tropeça,
dá com a cara no chão,
arranha-se e borra a maquiagem,
mas nada que o lenço umedecido não resolva.
Limpa-se o rosto, as lágrimas, o sangue
e as feridas cicatrizam à medida que
a merda do tempo passa.
Hoje sim, ontem não. Amanhã? Talvez.
Vai saber! Nuns dias, o show pára,
noutros, como dizia Elis, tem de continuar.
terça-feira, 30 de abril de 2013
Sonhei e sonhei junto.
Estou triste.
Voltei a cair.
Como é tão difícil deixar de sonhar sonhos.
Como é tão difícil desistir dos sonhos,
quando eles não eram mais apenas seus,
quando eles eram "nossos".
Sonhar diferente!
Difícil, demais, hein!
Como sonhar diferente algo,
em que você encontrara quem sonhara junto contigo?
Como?
Eu não sei. Eu não consigo descobrir.
'Dê tempo ao tempo.', é o que me dizem,
mas como alguém ansioso consegue dar
à porra do tempo a desgraça do tempo?
O sonho era nosso,
agora nem eu consigo mais sonhar
como se fosse um sonho só meu,
feito a época em que, realmente, era só meu.
O fim é a vontade certa mais próxima.
O nosso fim, o meu fim.
A harmonia não vinga mais,
o amor se perdeu,
se esqueceu. Ou não.
Nos perdemos e dói muito ter essa certeza,
ainda mais quando em mim há a esperança
de que nos reencontremos.
Dizem que passa. Será?
Voltei a cair.
Como é tão difícil deixar de sonhar sonhos.
Como é tão difícil desistir dos sonhos,
quando eles não eram mais apenas seus,
quando eles eram "nossos".
Sonhar diferente!
Difícil, demais, hein!
Como sonhar diferente algo,
em que você encontrara quem sonhara junto contigo?
Como?
Eu não sei. Eu não consigo descobrir.
'Dê tempo ao tempo.', é o que me dizem,
mas como alguém ansioso consegue dar
à porra do tempo a desgraça do tempo?
O sonho era nosso,
agora nem eu consigo mais sonhar
como se fosse um sonho só meu,
feito a época em que, realmente, era só meu.
O fim é a vontade certa mais próxima.
O nosso fim, o meu fim.
A harmonia não vinga mais,
o amor se perdeu,
se esqueceu. Ou não.
Nos perdemos e dói muito ter essa certeza,
ainda mais quando em mim há a esperança
de que nos reencontremos.
Dizem que passa. Será?
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
enquanto você cochila
estou aqui outra vez
escrevendo pra ti
falando que te adoro
de uma forma já
conhecida de dias atrás
mas é a maneira que
as coisas saem também
inspiradas em você.
anjinh, bb, nego
branquinho
meu bem, meu anjo
coisa linda
coisa gostosa da minha vida
MEU mr. M.
e é Assim
as hoRas passam
e eu fiCo
pensandO em você
Sempre.
estou aqui outra vez
escrevendo pra ti
falando que te adoro
de uma forma já
conhecida de dias atrás
mas é a maneira que
as coisas saem também
inspiradas em você.
anjinh, bb, nego
branquinho
meu bem, meu anjo
coisa linda
coisa gostosa da minha vida
MEU mr. M.
e é Assim
as hoRas passam
e eu fiCo
pensandO em você
Sempre.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
a gente vai se vendo
se falando
se rindo
se encontrando
conto os dias
que não passam
que andam devagar
para estar contigo
sentir teu calor
que por mais que
haja o sol mais
belo e forte
e que sua existência
me traga ânimo
para todas as coisas,
estar longe de ti
as vezes causa
um friozinho
que insiste em
diagnosticar
a saudade de ti.
meu coração
bate a um F1
de vontade
desejo
por você.
se falando
se rindo
se encontrando
conto os dias
que não passam
que andam devagar
para estar contigo
sentir teu calor
que por mais que
haja o sol mais
belo e forte
e que sua existência
me traga ânimo
para todas as coisas,
estar longe de ti
as vezes causa
um friozinho
que insiste em
diagnosticar
a saudade de ti.
meu coração
bate a um F1
de vontade
desejo
por você.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
aqui e aí
as coisas se dividem
o coração aí
o corpo aqui
pensamentos voam correndo praí
e os compromissos prendem os pés aqui
eu preciso estar aí
eu quero estar aí
quando menos estiver esperando
bato na porta
sorriu e te vejo
o coração vai acelerar
feito um carro de F1
os braços levantarão
instintivamente
à procura dos teus
à procura do teu peito
do teu calor
a fim de se acalmar
e aí a vontade e o desejo
mais a realidade
estarão fundidas novamente.
estás preparado?
as coisas se dividem
o coração aí
o corpo aqui
pensamentos voam correndo praí
e os compromissos prendem os pés aqui
eu preciso estar aí
eu quero estar aí
quando menos estiver esperando
bato na porta
sorriu e te vejo
o coração vai acelerar
feito um carro de F1
os braços levantarão
instintivamente
à procura dos teus
à procura do teu peito
do teu calor
a fim de se acalmar
e aí a vontade e o desejo
mais a realidade
estarão fundidas novamente.
estás preparado?
o peso se esvaiu
o negro perdeu a força
o aMarelo fortaleceu
o branco enAlteceu
e o veRmelho enraizou.
o chão Começou a tremer
a antiga sOlidez
Se permitiu rachar
a terra reMexida
floreou O campo
Nasceram plantas
o vento reTornou
o rio rEpovoado
o colorIdo surgiu
o céu abRiu
o sOl nasceu
a felicidade se conjugou.
o negro perdeu a força
o aMarelo fortaleceu
o branco enAlteceu
e o veRmelho enraizou.
o chão Começou a tremer
a antiga sOlidez
Se permitiu rachar
a terra reMexida
floreou O campo
Nasceram plantas
o vento reTornou
o rio rEpovoado
o colorIdo surgiu
o céu abRiu
o sOl nasceu
a felicidade se conjugou.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
e as falanges insistem em coçar
as intermináveis células do meu ser
expulsando-as por metro quadrado
da minha pela avermelhada
de tanto as unhas rasparem-na
e o ilio-psoas insiste tanto em doer
que nem percebo o quanto
isso não impede a minha realização
a minha interação total
entre o ser, estar e permanecer
entre ver, pensar, calcular o espaço e agir
e dançar, saltar, girar, pular, lançar um tunder-flash
seguido de um fouetè, acompanho de um tour en lèr
e o suor pinga consideravelmente
numa mesma proporção do cansaço físico
do cansaço mental, do cansaço espiritual
da exaustão. da exaustão essa que
vibra, martela, bombeia, estremece
meus vasos sanguíneos pedindo
um tempo, um intervalo, uma parada.
o problema deveria ser de fácil resolução,
só que a necessidade masoquista
de se exaurir faz do bailarino dançar
V-E-R-D-A-D-E-I-R-A-M-E-N-T-E!
Afinal marcar, não é o mesmo que ensaiar
e ensaiar não significa perfeição
a perfeição só é atingida no momento
em que o ser humano deixa de raciocinar
e executa e faz e age e dança.
são tantos 8's a contar, a metrificar a entrada
do corpo em ação, que graham já falava
"dançar é verbo"
e esse verbo que verbaliza a ação presa
prestes a explodir de suas entranhas
partindo do centro do corpo
em direção às extremidades
carregando intenções que comunicam
que transmitem uma mensagem
em códigos significantes
que devem ter um sentido concreto
e real que ao ser captado
pela retina do espactador e as imagens
enviadas ao cérebro, possam ser interpretadas
por quem assiste, por quem se indaga, por quem presencia
a linguagem dançada, expressada, dita.
as intermináveis células do meu ser
expulsando-as por metro quadrado
da minha pela avermelhada
de tanto as unhas rasparem-na
e o ilio-psoas insiste tanto em doer
que nem percebo o quanto
isso não impede a minha realização
a minha interação total
entre o ser, estar e permanecer
entre ver, pensar, calcular o espaço e agir
e dançar, saltar, girar, pular, lançar um tunder-flash
seguido de um fouetè, acompanho de um tour en lèr
e o suor pinga consideravelmente
numa mesma proporção do cansaço físico
do cansaço mental, do cansaço espiritual
da exaustão. da exaustão essa que
vibra, martela, bombeia, estremece
meus vasos sanguíneos pedindo
um tempo, um intervalo, uma parada.
o problema deveria ser de fácil resolução,
só que a necessidade masoquista
de se exaurir faz do bailarino dançar
V-E-R-D-A-D-E-I-R-A-M-E-N-T-E!
Afinal marcar, não é o mesmo que ensaiar
e ensaiar não significa perfeição
a perfeição só é atingida no momento
em que o ser humano deixa de raciocinar
e executa e faz e age e dança.
são tantos 8's a contar, a metrificar a entrada
do corpo em ação, que graham já falava
"dançar é verbo"
e esse verbo que verbaliza a ação presa
prestes a explodir de suas entranhas
partindo do centro do corpo
em direção às extremidades
carregando intenções que comunicam
que transmitem uma mensagem
em códigos significantes
que devem ter um sentido concreto
e real que ao ser captado
pela retina do espactador e as imagens
enviadas ao cérebro, possam ser interpretadas
por quem assiste, por quem se indaga, por quem presencia
a linguagem dançada, expressada, dita.
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