domingo, 31 de janeiro de 2010

viver de passado, é um tanto quanto museológico?

creio que não.
se até as formigas dizem que
"quem vive de passado, é museu",
a pergunta se torna meio contraditória.
nesse momento à massa cinzenta que de certo
deveria povoar minha região encefálica
se funde a um pequeno e singelo rio avermelhado
rico em globulos vermelhos e quem sabe até mais em brancos também,
pois o empaledecimento epitelial talvez destaque a brancura deste
carinhoso caminho aquático.
perceber que não há mais a inteligência dentro de si foi difícil.
e reconhecer isso,digamos que seja um ato tanto quanto heróico.
ok! tem-se vivido de passado, é bacana saber disso.
o problema é o quanto isso interrompe sua vida e então
faz ela girar em sentindo anti-horário
mas para isso deve-se haver cura,
pois "meu pé está inchado de massa cinzenta"*

* FERNANDES, Ciane. O corpo em movimento: o sistema Laban / Bartenieff na formação e pesquisa em artes cênicas. 2a. Edição. São Paulo. Annablume, 2006. (p. 09).

2 comentários:

Léo Santolli * disse...

Viver de passado nem sempre é uma quetão museológica mesmo . Existem coisas de lá que não se curam facilmente e não adianta quantas vezes vc troca de roupa, ou quantas baladas vc vai ou quantas bocas vc beija, nada ... absolutamente nada vai mudar a nossa posição "estática "! diante de um passado que nos assombra, desola ou nada disso .

AD disse...

Vi teu blog no da Fátima e gostei. Continuarei observando.