domingo, 9 de setembro de 2007

SONETO DE SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente. ( * )

( * ) - Poema de Vinícius de Moraes que marcou muito minha vida, na época em que fazia teatro - recitado por uma das atrizes da companhia a qual eu também fazia parte na época, o nome dela é Aline Braga. Lembrei do dia em que fomos apresentá-lo no Hotel Parque dos Coqueiros, num congresso da UJS, e no momento desta cena, a imagem ficou gravada em minha memória e desde então não saiu mais. Me marcou por muitos fatores pessoais, uns que não valem a pena se quer lembrá-los e outros que me fazem indiferença.

3 comentários:

Humberto disse...

De certa forma marcou minha vida tbm :p
ahuahua

Anônimo disse...

Esse soneto é lindo
Adoro Vinicios...

Dricca disse...

Acabou saindo como Anonimo!! hahuauhaha